Brasileira de Pouso Alegre presa na Tailândia fica sem contato e defesa fala em abandono - Minas em Foco

Brasileira de Pouso Alegre presa na Tailândia fica sem contato e defesa fala em abandono

Image Credits: Redes sociais

A família e a defesa de Mary Hellen Coelho Silva, natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas, presa na Tailândia desde 2022 por tráfico internacional de drogas, enfrentam um apagão de informações justamente na fase final da pena. A jovem, de 25 anos, tinha previsão de liberdade ainda em 2026, mas o contato com ela está interrompido desde o início do ano.

Segundo a advogada Kaelly Cavoli, as conversas com Mary Hellen eram feitas por videochamadas intermediadas pela embaixada brasileira em Bangkok. O serviço, porém, teria sido suspenso, deixando familiares e advogados sem atualizações sobre a situação dela no sistema prisional.

“A Embaixada tem se recusado a prestar até serviços básicos de assistência consular”, afirmou a defesa à EPTV.

Falta de contato agrava dificuldades

Sem o apoio consular, a defesa relata que o caso enfrenta obstáculos ainda maiores, como idioma, diferenças jurídicas e distância. A ausência de intermediação dificulta o acesso a informações e limita o acompanhamento do processo.

O último contato com Mary Hellen ocorreu em novembro de 2025. Na ocasião, segundo os advogados, ela já havia conseguido redução de pena por bom comportamento.

Entre os benefícios está o chamado Perdão Real, que garantiu:

  • Isenção de multa de 750 mil baht (cerca de R$ 105 mil à época)
  • Redução de dois anos na pena

Libertação ainda é esperada para 2026

A expectativa da defesa é que Mary Hellen seja solta ainda em 2026, possivelmente no primeiro semestre. No entanto, a falta de informações recentes impede a confirmação oficial.

Diante disso, a família avalia medidas alternativas, como a contratação de um advogado na Tailândia para acompanhar o caso de perto e acessar o processo.

Para isso, parentes iniciaram uma mobilização para arrecadar recursos. O objetivo é garantir informações atualizadas e viabilizar o retorno da brasileira ao país após o fim da pena.

Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou.

Relembre o caso

Mary Hellen foi presa em fevereiro de 2022 no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, com outros dois brasileiros. Com ela, foram encontrados 9 kg de cocaína escondidos em malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com mais 6 kg da droga.

A jovem confessou o crime e disse ter atuado como “mula do tráfico”, transportando drogas em troca de dinheiro.

Ela foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão, pena que já foi reduzida ao longo do tempo. Pela legislação atual da Tailândia, o crime pode chegar a até 15 anos de reclusão.

A defesa afirma que seguirá tomando medidas para garantir os direitos da brasileira e superar o que classifica como falta de assistência consular no caso.

Redação

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