Image Credits: Polícia Civil de Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta quarta-feira (2), a Operação “Invisíveis”, que apura a retirada forçada e ilegal de pessoas em situação de rua na cidade de Pouso Alegre (MG).
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dez endereços. As investigações, que correm sob segredo de Justiça, indicam que agentes públicos municipais e um agente estadual, além de particulares, estão envolvidos em ações de “limpeza social”, ocorridas entre os meses de junho e setembro de 2024.

Segundo os apuradores, pessoas em situação de rua eram removidas com uso de força física, ameaças de morte e até arma de fogo, sendo levadas contra a vontade para outras cidades da região.
Além das suspeitas de violação de direitos humanos, os investigadores encontraram indícios de corrupção passiva, ligados a agentes públicos responsáveis pela fiscalização de penas alternativas, como serviços comunitários.

Em nota conjunta, a Polícia Civil e o Ministério Público reafirmaram o compromisso com os princípios da Constituição Federal e destacaram a importância da apuração completa dos fatos.
A operação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) com apoio de equipes da Polícia Civil. Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
O que diz a prefeitura
Em nota enviada a Prefeitura de Pouso Alegre informou que está acompanhando os desdobramentos da ação realizada.
“Ressaltamos que a prefeitura é a maior interessada na apuração dos fatos e está à disposição das autoridades para colaborar com o que for necessário. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com o respeito ao devido processo legal, preservando o direito de defesa de todos. Seguimos confiantes de que os esclarecimentos ocorrerão com celeridade e dentro da legalidade”, diz a nota.
