Foi a júri popular nesta quarta-feira (25), no Fórum de Pouso Alegre (MG), Gustavo Barcelos de Oliveira, de 26 anos, acusado de matar o próprio pai e atear fogo no corpo da vítima, um pintor. O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro São Cristóvão, e envolveu ainda dois adolescentes, de 14 e 17 anos.
Segundo o Ministério Público, Gustavo foi denunciado por quatro crimes:
- Homicídio qualificado (motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima)
- Fraude processual, por tentar manipular a cena do crime
- Destruição de cadáver
- Corrupção de menores
No entanto, o júri condenou o réu apenas por corrupção de menores. A pena foi fixada em dois anos de prisão em regime aberto.
De acordo com o advogado de defesa, Moisés Rosa, os jurados entenderam que a única conduta comprovada foi o fato de Gustavo consumir drogas em casa com dois adolescentes, o que caracteriza a corrupção de menores.
“Ele foi condenado apenas por esse crime. Já cumpriu quase um ano preso, e por isso a pena será concluída em regime aberto”, explicou o advogado.
🚨 O caso ganhou repercussão pela crueldade do crime. Na época, o corpo da vítima foi encontrado embaixo de um sofá em chamas, nos fundos da casa. Os bombeiros foram acionados para atender um incêndio, mas acabaram descobrindo o homicídio durante o combate ao fogo.
Os adolescentes envolvidos foram responsabilizados com medidas socioeducativas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
